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Ações da Embraer sobem com força após aval de Bolsonaro a acordo

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11 janeiro, 2019

As ações da Embraer sobem mais de 4% no começo da tarde desta sexta-feira (11), reflexo da notícia de que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) dará aval para a venda de parte da operação da companhia para a Boeing. Negociados ao redor dos R$ 21, durante a manhã os papéis chegaram a saltar mais de 6%.

"Ainda que a probabilidade de aprovação já fosse consideravelmente alta, essa ainda é uma notícia positiva porque é um importante marco (de redução significativa do risco de conclusão do acordo) e porque alguns investidores estavam mais preocupados, recentemente, após comentários sugerindo que o governo poderia exigir mudanças em alguns termos do acordo", escreveu o BTG Pactual em relatório.

Já a corretora Guide diz que o anúncio do governo deverá destravar o valor da ação, que estava sofrendo com os ruídos sobre a um eventual embargo ao acordo.

O governo brasileiro detém uma 'golden share' da Embraer, ação que dá direito a veto em grandes decisões sobre a companhia, e há uma semana o presidente recém empossado chegou a dizer que tinha dúvidas sobre os termos do acordo.

Nesta quinta (10), após uma longa reunião de Bolsonaro com ministros e representantes da Aeronáutica, o Palácio do Planalto confirmou que o presidente dará aval à operação. A notícia também foi compartilhada no perfil do presidente no Twitter.

"Ficou claro que a soberania e os interesses da Nação estão preservados. A União não se opõe ao andamento do processo", escreveu.

Na sexta passada, as ações da Embraer haviam despencado 5%, reflexo das dúvidas impostas por Bolsonaro à operação e desde então, os papéis se comportavam de maneira errática.

Os próximos passos para o acordo são a aprovação dos acionistas e o aval dos órgão de defesa da concorrência em vários mercados -o Cade (Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência) é um deles.

"A transação ainda deve ser concluída até o fim de 2019", diz o BTG, endossando os prazos informados pelas companhias.

O acordo de compra de parte da Embraer pela Boeing foi anunciado em dezembro de 2017, em uma estratégia para fazer frente à concorrência acirrada no mercado após a fusão entre Airbus e Bombardier, divulgado dois meses antes.

Pela proposta, a Boeing pagará US$ 4,2 bilhões (R$ 15,5 bilhões) aos brasileiros para formar a NewCo.

A Boeing deterá 80% desta empresa. No acordo firmado entre as duas companhias, a Embraer pode se desfazer totalmente dos 20% que deterá da chamada NewCo, a nova companhia que produzirá a atual linha de jatos regionais e desenvolverá novos modelos.

Após a divulgação do primeiro acordo de fusão, as ações da Embraer dispararam mais de 20%, reflexo do otimismo de investidores com o futuro da companhia, que enfrentava dificuldades.

Ainda de acordo com a Guide, o acordo é estratégico para a Embraer porque "fortalece a capacidade de vendas, fruto do posicionamento estratégico dos canais/rede de venda da Boeing e gera maior valor agregado aos clientes das companhias, uma vez que o portfólio de Boeing/Embraer é complementar e a estrutura de suporte/assistência deve se tornar mais eficiente". Analistas da corretora destacaram ainda que as sinergias de custo são expressivas e que há um ganho com custo menor de capital, com potencial melhorar rating da empresa.

No patamar atual, de R$ 21, as ações estão distantes do pico atingido após o anúncio da operação, quando elas se aproximaram dos R$ 27.

O valor também é inferior aos R$ 30 a que a Embraer era negociada no começo de 2016. A crise econômica e política que culminou com o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) levou a perda de metade do valor de mercado da companhia. No processo de troca de governo para o comando de Michel Temer (MDB), o presidente da Embraer deixou o posto, piorando ainda mais a situação da companhia, em junho de 2016. Com informações da Folhapress.


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